Descobri música eletrônica numa rave aos 20 e poucos e não faz o menor sentido
Minha playlist é 1980. A-ha, Cyndi Lauper, RPM, Raul Seixas. Acredito eu que nasci na época errada. Só que aí eu fui pra primeira rave da minha vida e o progressivo simplesmente pareceu certo.
Muda. Já tem forma e argumento. Ainda vou mexer.
Minha playlist é 1980. A-ha, Cyndi Lauper, RPM, Raul Seixas. Acredito eu que nasci na época errada, e digo isso sem nenhuma ironia.
Só que aí eu fui pra primeira rave da minha vida.
O que não fechava
Eu esperava não gostar. Música sem letra, sem refrão, quatro batidas por compasso durante seis horas — no papel é o oposto de tudo que eu escuto.
O que fechou
Progressivo tem estrutura. É construção longa, com tensão que sobe por oito minutos antes de resolver. Ou seja: é a mesma coisa que me prende num sintetizador de 1984, só esticada.
Dito isso, eu ainda não sei explicar direito. E acho que essa é a parte honesta.
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Dota às duas da manhã não é lazer, é teimosia
Uma partida acaba às 01:40 e eu clico em procurar outra. Não é diversão nessa hora — é a mesma teimosia que me faz não fechar um bug em aberto.